Revolut: lucro recorde de US$ 2,3 bilhões em 2025 e perspectivas de IPO em 2026
Pre-IPO

Revolut: lucro recorde de US$ 2,3 bilhões em 2025 e perspectivas de IPO em 2026

Em 24 de março de 2026, a Revolut publicou seu relatório anual de 2025, que confirmou o status da empresa como um dos players de fintech que mais crescem no mundo. Pelo quinto ano consecutivo, a empresa registra lucro líquido, e as principais métricas financeiras demonstram aceleração do crescimento em todas as frentes.

Para investidores que veem a Revolut como um ativo pré-IPO, esses resultados são um dos sinais mais significativos antes da potencial entrada no mercado público.

Resultados financeiros da Revolut em 2025: números-chave

A Revolut encerrou o exercício financeiro de 2025 com indicadores que superaram significativamente os resultados do período anterior.

Receita do grupo cresceu 46% ano a ano e atingiu US$ 6,0 bilhões (£4,5 bilhões) — contra US$ 4,0 bilhões no ano anterior. O crescimento foi impulsionado não por um único produto: 11 linhas de produtos diferentes da empresa ultrapassaram a marca de US$ 135 milhões de receita anual cada. Isso evidencia uma diversificação madura do modelo de negócios, não característica da maioria das startups de fintech.

Lucro antes de impostos foi de US$ 2,3 bilhões (£1,7 bilhão) — crescimento de 57% em comparação com US$ 1,4 bilhão em 2024. A margem de PBT expandiu de 35% para 38%, refletindo a alavancagem operacional de uma plataforma escalável.

Lucro líquido atingiu US$ 1,7 bilhão — crescimento de 70% com US$ 1,0 bilhão no ano anterior.

Estrutura de receita: por que a diversificação é importante para a avaliação da empresa

Uma das características-chave da Revolut, que diferencia a empresa dos concorrentes, é a profunda diversificação das fontes de receita. Para investidores que avaliam a sustentabilidade do negócio, este é um fator criticamente importante.

Assinaturas geraram US$ 936 milhões — crescimento de 67% em relação ao ano anterior. O número de usuários de planos pagos aumentou 42%.

Pagamentos com cartão cresceram 45% para US$ 1,3 bilhão — resultado do aumento da atividade transacional na plataforma.

Produtos de wealth (investimentos, cripto, trading) geraram US$ 876 milhões — crescimento de 31%.

Operações cambiais (FX) aumentaram 43% para US$ 800 milhões.

Receita de juros foi de US$ 1,3 bilhão com crescimento da carteira de crédito em 120% ano a ano para US$ 2,9 bilhões. Ainda assim, a empresa mantém uma abordagem conservadora: 90% dos ativos são mantidos em equivalentes de caixa e instrumentos do tesouro.

Vale destacar separadamente a área Revolut Business, que agora representa 16% da receita total do grupo. O volume de transações de clientes corporativos atingiu US$ 365 bilhões, e o crescimento em mercados de expansão (Singapura, Austrália, EUA) ultrapassou 140% em relação ao ano anterior.

Base de clientes: 68 milhões de usuários e engajamento crescente

A escala da base de usuários da Revolut é um dos principais argumentos a favor de uma alta avaliação da empresa.

Em 2025, a plataforma atraiu 16 milhões de novos clientes de varejo, elevando o total para 68,3 milhões (crescimento de 30%). O número de clientes corporativos aumentou 33% para 767 mil.

Na Europa, um em cada cinco adultos trabalhadores já usa a Revolut. O aplicativo ocupa o primeiro lugar em downloads na categoria "Finanças" em 15 países e está entre os três primeiros em 26 países do continente.

O saldo total dos clientes cresceu 66% para US$ 67,5 bilhões. O volume de transações aumentou 65% em relação ao ano anterior e atingiu US$ 1,7 trilhão — um indicador comparável aos maiores bancos tradicionais.

Um importante indicador qualitativo: mais de 63% dos novos clientes chegam organicamente — através de boca a boca e programa de referências. Isso reduz o custo de aquisição e confirma o alto nível de fidelidade.

Inovações de produto: de neobanco a ecossistema financeiro global

Em 2025, a Revolut expandiu significativamente sua oferta de produtos, aproximando a empresa do posicionamento de uma plataforma bancária global completa.

Produtos de investimento. Foram lançados planos de ETF com taxa zero no EEE e Suíça, além de trading de CFD em 29 países. O saldo médio de ações por cliente cresceu 24%.

Financiamento hipotecário. Entrada estratégica no mercado de crédito garantido — lançamento de refinanciamento de hipotecas na Lituânia com processo totalmente digital.

Operadora móvel. Revolut Mobile lançado no Reino Unido e Polônia — a empresa se tornou a primeira grande instituição financeira com sua própria operadora móvel.

Programa de fidelidade. RevPoints escalado para 17 milhões de participantes em 36 mercados (contra 6,6 milhões no final de 2024).

Segurança. A implementação de modelos de IA na plataforma de proteção ao cliente permitiu aumentar o volume de casos de fraude verificados em 10 vezes.

Licenciamento e progresso regulatório: caminho para o status de banco global

Para investidores pré-IPO, o status regulatório da empresa é um dos fatores que determinam a potencial avaliação na listagem.

No início de 2026, a Revolut opera como banco licenciado em mais de 30 dos 40 mercados de atuação.

Principais eventos regulatórios de 2025–2026: em janeiro de 2026 — lançamento do negócio bancário completo no México, em março de 2026 — conclusão do período de mobilização da licença bancária no Reino Unido para 13 milhões de clientes. Também em março de 2026, foi submetido pedido de licença bancária nacional nos EUA.

A obtenção sequencial de licenças nas maiores economias do mundo transforma a Revolut de uma startup de fintech em um banco global — e esta é uma categoria de avaliação fundamentalmente diferente.

Estratégia para 2026–2030: investimentos de US$ 13 bilhões e meta de 100 milhões de clientes

A Revolut anunciou planos de investir £10 bilhões (US$ 13 bilhões) ao longo de cinco anos para acelerar a expansão internacional. Como parte dessa estratégia, a empresa está criando 1.000 empregos altamente qualificados na nova sede em Londres e direcionando capital significativo para o desenvolvimento de operações nos EUA e Europa Ocidental.

Meta estratégica — 100 milhões de clientes até meados de 2027. Considerando os atuais ritmos de aquisição (16 milhões de novos usuários em 2025) e o modelo de crescimento orgânico, essa meta parece realista.

O que os resultados financeiros de 2025 significam para investidores pré-IPO

O relatório anual da Revolut de 2025 registra várias características fundamentais que determinam a atratividade de investimento da empresa na fase pré-IPO.

Em primeiro lugar, lucratividade escalável. Margem de PBT de 38% com crescimento de receita de 46% — uma combinação rara para o setor de fintech. A maioria dos concorrentes ou tem prejuízo ou mostra margens na faixa de 5–15%.

Em segundo lugar, diversificação em nível de ecossistema. 11 linhas de produtos com receita superior a US$ 135 milhões cada significam que o negócio não depende de uma única fonte de receita. Isso reduz riscos sistêmicos e aumenta a previsibilidade dos fluxos financeiros.

Em terceiro lugar, transformação regulatória. Licenças bancárias no Reino Unido, México e potencialmente nos EUA permitem que a Revolut trabalhe com depósitos e empréstimos diretamente — ou seja, expanda a margem através da receita de juros.

Em quarto lugar, escala global com manutenção da eficiência. US$ 67,5 bilhões em saldos dos clientes e US$ 1,7 trilhão em volume transacional com uma estrutura de despesas relativamente compacta formam uma alavancagem operacional que se intensifica a cada novo mercado.

A combinação desses fatores permite considerar a Revolut como uma das oportunidades pré-IPO mais fundamentadas no setor de fintech atualmente.


A Revolut integra a carteira da AMCH. Os investidores da plataforma têm acesso a uma posição pré-IPO na Revolut através de lotes estruturados. Condições e avaliação atual — na plataforma: amcapital.app

A AMCH não é uma corretora ou serviço de gestão fiduciária. A empresa opera sob o modelo de fundo de investimento. Investimentos envolvem riscos. Resultados passados não garantem rentabilidade futura.